Por Michelle Moran - Presidente do ICCRS – Serviços da Renovação Carismática Católica Internacional
Reprodução: Portal da RCC
A seção de Formação do portal RCCBRASIL traz, nesta e nas próximas
semanas, pregações e homilias ocorridas durante o XXIX Congresso
Nacional da Renovação Carismática Católica. São momentos de grande unção
e de conteúdos interessantes para nosso crescimento espiritual.
A estação das flores começou a poucos
dias. Mas uma nova primavera está prestes a desabrochar. A presidente do
ICCRS – Serviços da Renovação Carismática Católica Internacional,
Michelle Moran, baseada em um texto do livro do Deuteronômio e de um
convite do papa João Paulo II, lembra que a RCC está prestes a entrar
nesta nova fase. O texto abaixo é a transcrição da pregação da
missionária durante o XXIX Congresso Nacional.
Eu sinto muito, mas só sei falar inglês. Então vocês deverão ouvir com o dobro da atenção. Mas sabemos que o Espírito Santo fala todas as línguas, então nessa manhã todos nós vamos escutar a palavra do Senhor.
É uma grande alegria estar no Brasil
outra vez, estou aqui pela segunda vez. Mas acho que deveria vir outras
vezes, pois é uma grande bênção estar aqui. Uma das coisas que vejo aqui
no Brasil é a força da RCC. Não apenas no número de pessoas, mas também
uma grande força no Senhor, uma espiritualidade profunda, um grande
amor por Jesus, uma grande unidade que vem do Espírito Santo e eu sinto
de fato que o Senhor está operando nessa nação.
É uma grande alegria trabalhar com
alguns dos líderes de vocês a nível internacional e eu louvo a Deus
quando eu vejo boa liderança na Renovação, porque é muito importante,
porque nos ajuda a sermos maduros no Espírito. Por isso eu agradeço a
Deus pelo Marcos, pelo Reinaldo e todos os líderes de vocês. E louvo a
Deus por todas as expressões da Renovação no Brasil, por todos vocês que
estão aqui no Congresso, por todos aqueles envolvidos nos diferentes
ministérios e grupos, pelas grandes comunidades presentes no Brasil.
Tudo isso é uma grande bênção e uma grande força para o país.
Um dos grandes privilégios de ser
presidente do ICCRS é que parte da minha responsabilidade é me
relacionar com o Vaticano e com a Renovação Carismática a nível mundial.
E então, por causa disso, tenho a oportunidade de me encontrar com o
Papa de tempos em tempos. E eu quero partilhar isso com vocês hoje. Não
porque eu quero me promover, mas porque é importante para nós na RCC
saber que a Igreja valoriza o que acontece no meio de nós pelo poder do
Espírito Santo.
No final do ano passado eu me encontrei
com o Papa e eu disse para ele que levava saudações dos carismáticos do
mundo. E me disse imediatamente: “Renovação Carismática, reze por mim”.
Eu acho incrível que o Papa saiba que somos um povo de oração, que esse é
um dos nossos dons mais fortes. E ele nos encoraja a usar esse dom para
a construção da Igreja. Um pouco antes da festa do Pentecostes deste
ano eu encontrei o Papa novamente. E foi num período em que a Igreja
tentava lidar com muitos tipos de coisas difíceis. E eu disse novamente:
“Saudações da Renovação Carismática”, e completei: “Santo Padre,
estamos rezando pelo senhor”. E ele disse: “Obrigado pelas suas orações.
Nós precisamos delas durante esses tempos difíceis para a Igreja”.
Então irmãos e irmãs, aqui no Brasil
vocês podem estar a uma grande distância geográfica de Roma, mas podem
ter certeza que, como Igreja, nós estamos profundamente unidos através
da oração. E através da oração, podemos estar bem próximos do Santo
Padre. E através da oração, podemos permitir que a graça da RCC toque a
Igreja toda. Então eu gostaria de encorajar vocês a irem fundo na oração
de vocês, a se tornarem guerreiros orantes e que nunca se cansem de
orar pela Igreja e pelo mundo.
A última vez que estive no Brasil foi
durante o 40º aniversário da Renovação Carismática Católica, e nós
tivemos uma grande comemoração. E naquela época eu estive em muitos
países para celebrar. E eu sentia que desde aquele aniversário o Senhor
está fazendo a RCC avançar, e avançando de uma maneira nova. E não sei
todos os detalhes disso ainda, pois é um processo que ainda estamos
vivendo. Mas quando o papa João Paulo II falou sobre uma nova primavera
da Igreja, eu acredito que nós da RC estamos entrando nessa nova
primavera. É uma época em que devemos estar muito atentos à voz do
Espírito Santo, escutando o Senhor e vendo o que ele está fazendo.
Porque o Ele opera de maneiras diferentes em épocas diferentes e para
fins diferentes. E eu acho que os nossos primeiros 40 anos foram uma
graça de renovação que fluía do Concílio Vaticano II, trazendo muita
liberdade para a Igreja em muitos níveis. E na Renovação nós
experimentamos a liberdade no Espírito Santo. Vocês experimentam a
liberdade no ES? Sim? Aleluia. Então nós experimentamos essa liberdade,
mas agora eu acredito que estamos em um novo estágio, nova era do
Espírito. É uma época de nos sentirmos felizes, de estarmos atentos,
prontos para avançarmos quando o Senhor disser para avançarmos.
Para tentar entender isso um pouco
melhor, vamos olhar para a vida de Jesus. Na vida Dele, nós vemos três
grandes movimentos do Espírito Santo. Vocês podem ver isso no Evangelho
de Lucas, nos capítulos 3 e 4.
Jesus esteve em oração depois do seu
batismo no rio Jordão. Enquanto ele estava em oração, o Espírito
apareceu na forma de uma pomba e Jesus foi enchido pelo Ele. Esse foi o
primeiro movimento, é enchê-lo do Espírito Santo, é o que chamamos de
batismo no Espírito Santo. Algumas pessoas dizem que quando recebemos o
batismo no Espírito, o que acontece é que a graça dos sacramentos que
está dentro de nós subitamente fica viva. Então nós nos movemos na graça
do nosso batismo sacramental, abraçando os dons do Espírito Santo que
recebemos em nossa Crisma. Eu acredito que, de fato, é isso que
acontece. Mas é mais que isso. Porque é depois que Jesus foi batizado e
rezou que o Espírito Santo veio. E Jesus disse aos discípulos que
esperassem pelo Paráclito.
João batizava com água, mas vocês daqui a
uns dias serão batizados com o Espírito Santo e com o... fogo. É tão
importante lembrar o fogo. Nós já ouvimos isso algumas vezes durante o
Congresso, quando recebemos o batismo no Espírito Santo é mais que um
avivamento, é mais que uma nova graça: o fogo vem sobre cada um de nós.
No dia de Pentecostes, quando eles estavam reunidos, primeiro eles
escutaram o barulho do vento que encheu toda a sala, era a presença do
Espírito Santo sobre todos, mas, quando eles viram, as línguas de fogo
vieram e repousaram sobre a cabeça de cada um, e cada um ficou cheio do
Espírito Santo e de fogo. E eu sei que vocês já sabem disso, mas estou
relembrando vocês, porque é importante ver o fogo queimando. E quando
nos reunimos em ocasiões como essa, o fogo do Espírito se torna muito
forte e ele queima tudo que não é de Deus, é purificador. E o fogo é um
símbolo de mais amor que é derramado em nosso coração pelo Espírito
Santo. E esse fogo é tão importante para que possamos irradiar o amor de
Deus pelo mundo! Então nós precisamos orar constantemente ao Senhor,
pedindo: ‘Senhor encha-me do teu Espírito Santo e com fogo’. Este é o
primeiro movimento do Espírito Santo na vida de Jesus, e na vida de cada
um de nós. Nós somos cheios do Espírito.
O segundo movimento é que Jesus foi
conduzido pelo Espírito Santo. Para onde ele foi conduzido? Ele foi para
o deserto, situação de teste, dificuldades, levado a um lugar de
tentação, de batalha espiritual. E, amigos, se isso aconteceu na vida de
Jesus, podemos ter certeza de que vai acontecer com certeza na nossa
vida. E em alguns lugares da Renovação Carismática, quando se chega a
esse estágio, eles não querem mais ser guiados pelo Espírito Santo. Eles
querem ficar como crianças, fazendo coisas simples. Mas se nós não
permitirmos que o Espírito nos guie, se não permitirmos que o Ele nos
forme, nós nunca vamos crescer em maturidade e nunca poderemos abraçar a
missão para qual o Senhor nos chama. Esses são dias em que o Senhor
está nos chamando para crescermos em maturidade. Houve um tempo em que
os líderes da RCC se encontravam com muita freqüência com o papa João
Paulo II e ele estava sempre encorajando, mas também nos desafiando e
dizia: ‘Cresçam em maturidade eclesial’.
Então temos que permitir que o Espírito
Santo nos guie, nos conduza, temos que nos preparar para ficar ali no
deserto. Talvez durante esses tempos não seja tão emocionante estar na
RCC, não pareça ser tão bom como costumava ser, mas, amigos, a nossa fé
tem que ir além dos nossos sentimentos e o Senhor tem que nos levar além
das nossas emoções, para que nós possamos conhecer o Senhor, que está
muito além das nossas experiências, para que nós podemos nos fortalecer e
chegar ao ponto de dizer: ‘Senhor eu vou te seguir nos tempos bons, nos
tempos difíceis, nos tempos de desafios. Jesus, eu te seguirei’. Amém?
Aí que precisamos encorajar uns aos
outros. Porque nós não habitamos no deserto sozinhos. Talvez nós
experimentemos a solidão do deserto, mas temos irmãos e irmãs conosco
para nos encorajar e ajudar quando precisamos. Particularmente quando
aquela batalha está muito forte. E há dois inimigos que nós enfrentamos
no deserto. Nós sabemos que quando Jesus esteve no deserto, ele se
encontrou com Satanás, e que ele ruge como um leão ao redor de nós. E o
Senhor precisa nos treinar para que possamos reconhecer as táticas do
demônio. Mas há outro inimigo que nós enfrentamos no deserto, que é o
inimigo que vive no fundo de cada um de nós, o nosso ego, a nossa vida
da carne, a nossa autossuficiência. E o Senhor quer que combatamos
contra essa nossa natureza caída para que possamos ser purificados, para
crescer em santidade, fortalecidos e prontos para o próximo estágio da
jornada.
Então não fiquem com medo ao se
depararem com a sua fraqueza interior: estes são momentos de conversão,
podem ser momentos em que o Senhor se encontra conosco na nossa pobreza,
no nosso pecado, e transforma essas áreas da nossa vida e nos dá a
força interior para sermos capazes de avançar. Esse é o segundo estágio
do Espírito Santo na vida de Jesus: ele foi enchido pelo Espírito e
conduzido pelo Ele a um lugar de teste.
Se olharmos para o livro de Ezequiel,
capítulo 47, podemos ver os estágios bem claramente. O profeta vê a água
que flui do templo, que é o rio da vida, e a primeira instrução é a de
medir a água. Num primeiro momento, chega até os seus tornozelos. Eu
acredito que esse é o primeiro derramamento: a água flui e nós gostamos
disso. Depois há mais água e nós ficamos muito felizes e dizemos que o
Senhor está nos abençoando. Então a água chega aos nossos joelhos e não
fica mais tão fácil de movimentar-se e algumas pessoas se prendem àquele
lugar, porque elas acham difícil se movimentar. Então elas param.
Depois elas voltam para aquele lugar onde a água estava rasa, mas então
não há crescimento, maturidade. Com o Senhor não há olhar pra trás,
retirada. Ele sempre nos convida a nos aprofundar Nele. Então o profeta
mede as águas mais uma vez e a água chega até a cintura. Essa é uma fase
muito importante, pois quando a água chega à cintura nós podemos sentir
o convite: ‘Tire os pés do chão. Confie em mim. Renda-se a mim.
Acredite que eu posso te sustentar. Aprenda a se mover de uma maneira
nova. Aprenda a nadar no Espírito Santo’. Quando nós nos rendemos nesse
ponto, o rio flui, flui, flui.
O Senhor precisa do nosso sim, para que o
rio da vida possa fluir de forma mais abundante no mundo. Porque o rio
da vida não é só pra mim, para os meus amigos, para a Igreja, mas o rio
da vida traz cura para as nações. Então o Senhor precisa que nós
rendamos ao Espírito Santo para que possa haver mais cura e mais amor
possa ser levados às nações. Vocês estão prontos para se renderem? Vocês
estão prontos para confiar no Senhor?
Eu acho que é nesse estágio que estamos
agora na RCC. Nós experimentamos muitas bênçãos e já recebemos muitas
coisas. Muitos já experimentamos milagres nas vidas pessoas. Mas eu
acredito que o Senhor está dizendo que existe graça para as nações.
Porque o terceiro mover na vida de Jesus foi uma graça para a missão.
Ele entrou na sinagoga e leu a palavra do profeta Isaías, ele nos deu o
manifesto da sua missão, que começa com ‘O Espírito do Senhor está sobre
mim’. Sem o Espírito Santo, não há missão. E nós podemos dizer por que o
ES está sobre mim: o Senhor está nos enviando para levar a boa nova aos
pobres, para libertar os cativos, para curar os doentes, para levar a
boa nova a todos.
De fato, temos uma grande missão e eu
sei que vocês sabem disso, mas eu quero que vocês tenham uma visão mais
ampla. É importante que vocês saibam o que o Senhor está fazendo nos
dias de hoje, para que nós possamos ser sensíveis ao Espírito Santo e
então poderemos simplesmente nos mover aonde Ele nos conduz. Eu quero
voltar a 1975, não porque eu quero lembrar os velhos tempos, mas porque
eu acredito que naquele ano houve uma profecia muito significativa.
Algumas vezes nós ouvimos uma palavra profética, mas leva algum tempo
para que possamos responder a ela. E no ano de 1975, havia muitos
líderes da Renovação Carismática reunidos na Basílica de São Pedro. E
naquela época, Ralph Martin [um dos pioneiros da RCC] teve uma profecia
que partilhou com todos. É uma profecia longa, tem três partes. E eu
quero partilhar essa profecia com vocês hoje, porque eu acredito que
essa profecia está se cumprindo agora. E acredito que ela nos fala de
onde nós estamos como RCC.
Na primeira parte, o Senhor diz: “Abram
os seus olhos e se preparem para o dia que se inicia hoje”. Isso
aconteceu em 1975 e foi algo que o Senhor começou a fazer lá. “A minha
Igreja será diferente, meu povo será diferente, dificuldades e desafios
chegarão até vocês. Eu vou conduzir vocês até o deserto. Eu vou retirar
de vocês tudo de que vocês estão dependendo agora, para que vocês
dependam somente de mim”. Eu acredito que essa palavra foi cumprida. Eu
acredito que a nossa Igreja está enfrentando desafios e dificuldades
muito fortes. Eu acredito que a RCC enfrentou desafios, oposição,
algumas pessoas desanimaram, sentiram-se desanimadas, algumas
frustradas, algumas abandonaram os caminhos do Senhor. Nós vemos essa
profecia se realizando.
A segunda parte é ainda mais
desafiadora. Ela fala sobre dias de escuridão vindo sobre o mundo.
Haverá dias de muitos desafios e tribulação. E eu voltei a essa profecia
dois anos atrás, quando todos os jornais falavam sobre uma grande crise
econômica, que balançaria e mudaria o mundo. E de fato vimos isso
acontecer. Alguns países foram mais afetados que outros. Na Europa
ocidental e nos EUA, a crise foi muito forte para algumas pessoas. As
pessoas que confiavam nos bens materiais caíram. As pessoas começaram a
se fazer questionamentos políticos, econômicos, financeiros. Foi uma
época de instabilidade. E foi uma época que muitos sabiam que a Palavra
de Deus nos sustentaria. Por isso é importante que conheçamos a Palavra
do Senhor para que possamos nos firmar na verdade e quando houver
desafios e dificuldades, nós não afundemos, mas atravessemos essas
dificuldades e sigamos em frente.
A terceira parte dizia: “Uma época de
escuridão está vindo sobre o mundo, mas uma época de glória está vindo
sobre a minha Igreja, sobre o meu povo”. Amém? Isso nos faz muito
empolgados agora. Nós passamos pelos desafios e estamos chegando na
glória. O livro dos Provérbios nos lembra que não há como haver glória
sem arrependimento. Eu acho que os dias em que vivemos são muito
importantes. É um momento muito importante no Espírito Santo, pois a
nova primavera está vindo sobre nós. Nós temos que nos arrepender, das
épocas em que nossa fé falhou, das épocas em que não víamos o que Deus
estava fazendo, em que nos movemos na carne e não no Espírito. Porque, a
partir daquele momento de arrependimento, nós receberemos a glória do
Senhor.
Quando nós nos ajoelhamos diante do
Senhor, quando dizemos: “Sinto muito, Senhor, por ter agido mal algumas
vez. Por favor, perdoa”, o Senhor não diz: “Fica ali agora no seu
arrependimento”. Ele diz “Levanta, fica forte, recebe o meu perdão, a
minha misericórdia, as minhas bênçãos, a minha luz e reflita a minha
glória para o mundo”. Essa nova primavera é um tempo para crescimento.
Em Deuteronômio, capítulo 11, o Senhor diz: “Eu vou dar a vocês as
chuvas na época oportuna: a chuva do outono e a chuva da primavera”. As
pessoas faziam as plantações no outono: então a chuva do outono é aquela
que ajuda as plantas crescerem. Nós vimos isso na RCC, nós tivemos esse
revigoramento no Espírito Santo. Mas é a chuva da primavera, a segunda
chuva, que traz a colheita.
A profecia de Ralph Martin diz que o
tempo de glória está chegando para a Igreja. O Senhor diz que vai
prepará-los para uma época de evangelização que o mundo ainda não viu.
Essa é a época que nós estamos agora, de ser um povo em movimento. O
Espírito Santo está dizendo: “Levantem-se, fiquem cheios da minha
glória, levem a minha glória para as nações, essa é a hora da colheita,
essa é a hora da nova primavera!”. Nós precisamos ser um povo de grande
coragem. Precisamos confiar no Senhor de uma maneira que nunca
confiamos. Devemos crer no Senhor de uma maneira que nunca cremos.
Devemos deixar pra trás as nossas coisas de criança e assumir de forma
séria o nosso comprometimento. E acima de tudo, não podemos ter medo. O
Senhor diz: “Não tenham medo!”.
Eu me lembro de São Pedro, de quando
eles estavam no barco no meio da tempestade. E ele olha e vê algo no
horizonte. É importante usar nossos olhos. Quando ele olha, vê Jesus,
ele não tem certeza absoluta, mas diz: “Senhor, é você?”. E Ele diz que
sim. E o Senhor está caminhando sobre as águas e Pedro ainda está
hesitante: “Se for o Senhor, deixe-me ir até o Senhor”. E Ele diz:
“Vem”. E Pedro fica cheio de coragem, e sai do barco e põe uma perna pra
fora. Ele é um pescador, sabe o que vai acontecer e ele está esperando
entrar na água. Mas subitamente a água o segura na superfície, e ele dá
outro passo, olha pra Jesus e pensa: “Algo está acontecendo de alguma
maneira nova”. Mas, de repente, ele fica com um pouco de medo, perde o
equilíbrio e começa a afundar. Nós conhecemos a história.
Mas eu quero que vocês pensem sobre
Pedro, quando ele vai para a cama naquela noite e reflete sobre o dia.
Do que ele vai lembrar? Ele vai lembrar: “Eu caminhei sobre as água! Não
muito bem, só dois ou três passos, mas quando o Senhor me chamar outra
vez, ah!, eu vou mais longe!”. Esse é o convite para nós, amigos. O
Senhor nos convida a caminhar sobre as águas, a confiar nele, a não
termos medo, e a fazer grandes coisas pra ele

Nenhum comentário:
Postar um comentário